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232 páginas * 14x21cm
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A INTERNACIONAL: DOCUMENTOS E RECORDAÇÕES: VOL. I
James Guillaume
R$ 32,00
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A publicação deste volume, para nós, é histórica. Há muitos anos o tradutor insistia que deveríamos publicar esta obra de Guillaume, de alguma maneira, pela importância da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), que ficou conhecida como Primeira Internacional, e pela importância para os anarquistas desta obra, que relata, de maneira detalhada, seus episódios. Conseguimos operacionalizar sua publicação em diversos volumes, cujo primeiro fazemos agora o lançamento.
A obra, da qual extraímos parte para a publicação deste primeiro volume, foi impressa originalmente em quatro tomos, abrangendo o período de 1864 a 1878. Foi reeditada, nos anos 1980, na Suíça e na França, em dois grandes volumes, cada um com mais de 700 páginas. O presente volume fundamenta um importante debate sobre a AIT que, sem dúvida, foi um dos grandes, senão o maior, dos acontecimentos envolvendo diretamente a classe trabalhadora no século XIX. Os documentos contidos neste volume, e nos demais que completam a série, são por si só reveladores das relações que se estabeleceram entre aqueles que ousaram criar uma esfera política a partir das afinidades econômicas. E que, no influxo dos acontecimentos, lograram redefinir as pautas políticas e estratégias das nações européias no contexto do capitalismo nascente. A AIT também possui uma importância central na história do anarquismo por ter sido em seu seio que o anarquismo, como prática política coletiva e organizada, passou a existir.
Neste primeiro volume de A Internacional: documentos e recordações, apresentamos o início desta monumental obra de James Guillaume.
Veja aqui o conteúdo da obra
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96 páginas * 11,5x18cm
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A CIÊNCIA E A QUESTÃO VITAL DA REVOLUÇÃO
Mikhail Bakunin
R$ 18,00
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No presente ensaio, de 1870, Bakunin dirige-se à juventude russa na tentativa de colaborar para a organização revolucionária na Rússia czarista, denunciando os “socialistas retóricos”, segundo sua própria denominação. O próprio Bakunin explica o contexto em que se insere seu artigo:
“Após os decembristas, o liberalismo heróico da nobreza instruída degenerou em liberalismo livresco, em doutrinarismo mais ou menos douto. Desde logo, sua impotência, evidentemente, só cresceu: o verbo tornou-se ato de coragem; o espírito discursista, inteligência; a palavra vazia, eloqüência; e as leituras, ação. A causa real foi esquecida; bem mais, puseram-se a desprezá-la; e do alto de uma satisfação metafísica de si, consideraram todas as idéias revolucionárias, todas as tentativas corajosas de protestação pública como fanfarronadas pueris. Falo com conhecimento de causa, pois, nos anos 30, entusiasmado pelo hegelianismo, eu próprio incorri nesse erro.”
E, desta maneira, diferencia sua proposta de socialismo revolucionário de um certo “revolucionarismo verbal”, que se caracterizaria muito mais pela eloqüência e a violência do discurso, do que pelas ações de fato levadas a cabo na prática. Refletindo sobre a ciência e o pensamento, Bakunin insiste na coerência entre teoria e prática, pregando um socialismo classista que exige, necessariamente, uma postura ética diante da realidade a ser transformada. Enfatiza Bakunin neste seu texto:
“Nem a ciência nem o pensamento têm existência à parte, no abstrato; eles só encontram sua expressão no indivíduo; todo homem ativo é um ser indivisível que não pode simultaneamente buscar uma verdade rigorosa em teoria e morder os frutos da mentira na prática. Em todo socialista, inclusive o mais sincero, que pertence — não por seu nascimento (o que ainda não significaria nada, pois quantas mudanças podem produzir-se nele depois de seu nascimento!), mas por sua condição real — a alguma classe de privilegiados que seja, isto é, às classes exploradoras, descobrireis infalivelmente essa contradição entre o pensamento e a vida; essa contradição decerto o paralisará, o reduzirá mais ou menos à impotência, e ele não poderá tornar-se um socialista verdadeiramente sincero e ativo senão rompendo resolutamente todos os seus laços com o mundo dos privilegiados e dos exploradores, e renunciando a todas as vantagens que esse mundo confere.”
O livro conta ainda com um ótimo prefácio de Alexandre Samis.
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80 páginas * 11,5x15,5cm
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ANARQUISMO BÚLGARO EM ARMAS
Michael Schmidt
R$ 8,00
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Neste livreto publicamos uma história escrita pelo militante da Zabalaza Anarchist Communist Front [Frente Anarco-Comunista Zabalaza], da África do Sul, que trata de um episódio do anarquismo pouco conhecido entre os brasileiros. O anarquismo na Bulgária, retratado em Anarquismo Búlgaro em Armas traz ao leitor as experiências de organização e luta que se deram em torno da Federação dos Anarco-Comunistas da Bulgária (FAKB) que, inspirada na controversa Plataforma Organizacional publicada pelos russos exilados do Dielo Truda em 1926, foi capaz reorganizar o anarquismo nos fins da década de 1910 e conseguir transformá-lo na terceira maior força da esquerda no país. A FAKB foi responsável por organizar movimentos de trabalhadores rurais e urbanos, e trabalhar sua propaganda de maneira efetiva, em meio a dois golpes fascistas (1923 e 1934) e às investidas comunistas. Junto a esta história, publicamos a Plataforma da Federação dos Anarco-Comunistas da Bulgária de 1945, documento programático que reflete as posições da FAKB. De acordo com o autor:
“A Plataforma da FAKB trata de questões cruciais em termos de táticas e organização, rejeitando a forma de organização em partido político, por ela ser “estéril e ineficiente, incapaz de responder às metas, às tarefas imediatas e aos interesses dos trabalhadores”. Ao contrário, ela defende a “verdadeira força dos trabalhadores”, “a economia e suas organizações econômicas. Somente aí está o campo em que o capitalismo pode ser minado. Somente aí está a verdadeira luta de classes.” Em relação à organização, a FAKB determinou que vários tipos de organização da classe trabalhadora são indispensáveis e entrelaçadas, sem subordinação de uma à outra: organizações ideológicas anarco-comunistas, sindicatos operários, sindicatos de agricultores, cooperativas e organizações culturais e de interesses específicos, por exemplo, de jovens e de mulheres.”
Sem dúvida, este é um livro que contribuirá para que seja possível conhecer as experiências do anarquismo organizado, em outros momentos da história, e em outras partes do mundo.
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256 páginas * 12,5x19,5cm
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ANARQUISMO SOCIAL E ORGANIZAÇÃO
Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ)
R$ 15,00
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Anarquismo Social e Organização é o programa da FARJ, aprovado no I Congresso da federação, realizado em 30 e 31 de agosto de 2008, documento que reflete a teoria da organização após 5 anos de luta e de inserção social.
O documento possui seu foco sobre a questão da organização e passa por diversos temas: anarquismo social; luta de classes e relações centro-periferia; breve história do anarquismo no Brasil; perda e tentativa de retomada do vetor social do anarquismo; capitalismo e Estado; a revolução social e o socialismo libertário como objetivos finalistas; os movimentos sociais e a organização popular. Há uma parte que aprofunda a discussão sobre a organização específica anarquista, passando pelos círculos concêntricos e organização em frentes, dá destaque para as questões do trabalho e da inserção social, da produção e reprodução de teoria, da propaganda anarquista, da formação política, das relações e gestão de recursos. Além disso, dá destaque para a discussão das relações da organização específica anarquista com os movimentos sociais e enfatiza a necessidade de estratégia, tática e programa. Finalmente, há um capítulo que fecha o programa retomando os principais pontos da discussão e reivindicando o especifismo como forma de organização anarquista, comparando-o com outras concepções de organização e retomando sua tradição histórica, como assim a entendemos.
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96 páginas * 11,5x18cm
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CATECISMO REVOLUCIONÁRIO / PROGRAMA DA SOCIEDADE DA REVOLUÇÃO INTERNACIONAL
Mikhail Bakunin
R$ 18,00
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Princípios e organização da Sociedade Internacional Revolucionária - Catecismo Revolucionário foi escrito em março 1866, em Nápoles, Itália. Entre 1864 e 1867 Bakunin reside na Itália, período este que Nettlau qualifica de preparatório à sua atividade socialista revolucionária. Chega em Florença em janeiro de 1864 e pouco depois funda a sociedade secreta “A Fraternidade Internacional Revolucionária”. Entre 1865 e 1867 reside em Nápoles, onde redige este texto que, de certa forma, é a base do programa da Fraternidade Internacional. Não confundir este programa com o Catecismo de Netchaiev, publicado posteriormente.
Em 1868, já na Suíça, Bakunin funda a “Aliança Internacional da Democracia Socialista”. É neste ano de 1868 que Bakunin escreve o Programa da Sociedade da Revolução Internacional, publicado segundo uma cópia elaborada por Max Nettlau, que constituiu o programa da Aliança. Deste programa, extraímos um excerto sobre o conceito de liberdade:
“Ser coletivamente livre é viver no meio de homens livres e ser livre pela liberdade deles. O homem, já dissemos, não poderia tornar-se um ser inteligente, dotado de uma vontade refletida, e, por conseqüência, não poderia conquistar sua liberdade individual fora e sem o concurso de toda a sociedade. A liberdade de cada um é, portanto, o produto da solidariedade comum. Mas essa solidariedade, uma vez reconhecida como base e condição de toda liberdade individual, evidencia que, se um homem está no meio dos escravos, ainda que fosse seu amo, seria necessariamente o escravo de sua escravidão, e só poderia tornar-se real e completamente livre por sua liberdade. Portanto, a liberdade de todo o mundo é necessária à liberdade; daí resulta que não é absolutamente verdadeiro dizer que a liberdade de todos seja o limite de minha liberdade, o que equivaleria a uma completa negação desta última. Ela é, ao contrário a sua confirmação necessária e sua extensão ao infinito.”
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104 páginas * 12,5x19,5cm
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A CONCEPÇÃO LIBERTÁRIA DA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL REVOLUCIONÁRIA
Rudolf de Jong
R$ 20,00
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O presente livro entrega ao leitor um brilhante ensaio dos anos 1970. Nele, Rudolf de Jong trata da concepção anarquista sobre a transformação social revolucionária, ponderando suas diferenças em relação a outras ideologias, especialmente ao marxismo. A partir das relações de domínio que podemos identificar na sociedade, o autor constrói um conceito das relações centro-periferia, que extrapolam a dominação do proletariado pela burguesia, objeto clássico das críticas socialistas do século XIX. Estas relações centro-periferia identificam outras formas de dominação, e outros explorados aparecem como conseqüência do atual sistema.
Utilizando como pano de fundo o anarquismo e suas experiências históricas dos séculos XIX e XX, Rudolf de Jong demonstra as diferenças de concepção de transformação social que, em uma análise comparativa, apontam para uma diferença fundamental, tanto em termos teóricos quanto práticos. O marxismo concebe a transformação social sempre do centro para a periferia. Nesta concepção centralista, o próprio fato de o proletariado (industrial e urbano) ser colocado como único sujeito revolucionário reflete esta posição. O anarquismo, ao contrário, concebe a transformação social da periferia para o centro, buscando sempre a eliminação dos centros e das relações de domínio das periferias levadas a cabo pelos centros. Sua concepção do sujeito revolucionário é muito mais ampla e, ainda que reconheça e enfatize a luta de classes, concebe o conjunto de classes exploradas de maneira bem mais generosa e, poderíamos dizer, bem mais realista.
Extremamente atual, A Concepção Libertária da Transformação Social Revolucionária contribui muito, tanto para uma análise contemporânea de classe, como para uma reflexão acerca das diferentes propostas de transformação social.
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216 páginas * 16x23cm
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HISTÓRIA DO ANARQUISMO
Sem Autor
R$ 38,00
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História do Anarquismo apresenta ao leitor, de maneira bastante ampla, a história das teorias e práticas do anarquismo no mundo. Em mais de 200 páginas, o livro trata dos pré-anarquistas como William Godwin e Max Stirner, de Proudhon, Bakunin, da Primeira Internacional, da Comuna de Paris e do Congresso de Saint-Imier. Passa pelas experiências da Espanha, Itália, Suíça, França, EUA, pelo sindicalismo revolucionário e pela longa obra em torno da educação. Além disso, ressalta as experiências anarquistas no seio da Revolução Russa de 1917 e da Revolução Espanhola de 1936, até o Maio de 68 francês. Fechando o livro, há um capítulo somente tratando de anarquismo no Brasil, desde seu surgimento, passando pelo apogeu e terminando na crise dos 1930. História do Anarquismo possui grande quantidade de imagens e é uma ótima alternativa para professores que querem trabalhar o tema nas escolas e também para aqueles que não possuem muito contato com o anarquismo e querem se aprofundar sobre o assunto. Ao contrário de outros títulos publicados no Brasil sobre o tema, este livro consegue dar um panorama geral do anarquismo, com um conteúdo preciso que entrega ao leitor uma boa idéia do que foi o anarquismo em diversas partes do mundo, desde seu surgimento até muito recentemente.
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88 páginas * 11,5x18cm
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A IDÉIA DOS SOVIETES
Pano Vassilev
R$ 18,00
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No livro, o autor búlgaro desenvolve a idéia dos sovietes, mostrando suas origens e distanciando-a daquilo que ficou conhecido no século XX com o desenvolvimento da União Soviética. Para Vassilev, a origem dos sovietes é libertária e possui raízes nas experiências libertárias dos séculos XIX e XX, não possuindo nada em comum com o “sistema soviético”, concretizado de maneira autoritária e centralista, que submeteu as diversas localidades da Rússia revolucionária a um poder central de Moscou. Vassilev defende que a idéia dos sovietes, ao contrário, é uma nova organização social, “livre e comunista, com a regulação da produção e da distribuição dos bens na futura sociedade por meio de encontros, reuniões de trabalho entre delegados diretos, sempre substituíveis e desprovidos de qualquer poder, das organizações profissionais e dos centros de distribuição.” Ele continua: “esta idéia nada tem em comum com o caráter próprio dos bolcheviques, sua tendência estatista e seu sistema ditatorial na regulamentação da vida social.” Vassilev trabalha a origem e o desenvolvimento histórico desta idéia dos sovietes, passa por seu surgimento, pela evolução da idéia dos conselhos na Rússia e das relações dos anarquistas russos com ela.
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96 páginas * 11,5x18cm
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OS ENGANADORES
A POLÍTICA DA INTERNACIONAL
AONDE IR E O QUE FAZER?
Mikhail Bakunin
R$ 18,00
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Neste livro, apresentamos três ótimos textos de Bakunin com tradução de Plínio A. Coelho, maior tradutor de Bakunin para a língua portuguesa. Há uma linha condutora dos três textos que é a crítica ao socialismo burguês que surge como uma nova classe intelectual com o objetivo de dominar o povo. Os Enganadores, de 1869, é o texto que mais critica os socialistas burgueses da Liga da Paz e da Liberdade, afirmando que ao se colocarem entre o mundo burguês e o mundo operário, os socialistas de tipo burguês, se por um lado acabam por acelerar a morte da burguesia, por outro impedem o nascimento da organização do proletariado. Um dos melhores textos de Bakunin, A Política da Internacional, também de 1869, ao mesmo tempo que continua esta crítica do socialismo burguês, propõe, para a emancipação definitiva do proletariado mundial, sua organização em torno da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) que buscava reunir os oprimidos do mundo todo, em torno de uma aliança de classe para combate do capitalismo. Ao defender a associação internacionalista pelas bases econômicas da necessidade, Bakunin tratou de defender como realizar a mobilização do proletariado, da importância das lutas de curto prazo e sua pedagogia, e da propaganda revolucionária. Finalmente, Aonde Ir e o que Fazer, de 1873, é um texto voltado aos russos que defende a idéia de que a ciência, como conhecimento, não é e nem pode ser o único instrumento para a libertação de classe. Para Bakunin, se a ciência não estiver associada a uma vontade e a uma luta pela liberdade do trabalhador, ela não acrescentará muito à emancipação popular.
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135 páginas * 12,5x19,5cm
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MAIO DE 68: OS ANARQUISTAS E A REVOLTA DA JUVENTUDE
Maurice Joyeux * Hélène Hernandez * Hugues Lenoir * Jean-Pierre Duteil
R$ 25,00
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Quarenta anos depois, seria fácil, não apenas na França como também no Brasil, encontrar paralelos entre o que fazem os governos de hoje e o que fizeram os de ontem. As reformas continuam, às vezes como um desconcertante pastiche do que se já viveu.
Estes paralelos, que contam o constante risco do anacronismo permitiriam, tornar mais didática a realidade. Entretanto, e acredito ser essa a grande contribuição do debate no qual Joyeux ocupa lugar de destaque, as questões apresentadas não perderam a força. Nas palavras de Castoriadis, Maio de 68 mostrou a necessidade da recusa do “universo capitalista burocrático” e de se envidarem esforços na direção dos movimentos de autonomia. Não falhou em seu intento por que dentro dele, para além das midiáticas personalidades, federavam-se esforços e concentraram-se energias pela força do ideal.
A reflexão nele produzida tornou-se substância para os grupos militantes: depois dele ninguém mais podia usar o mesmo velho vocabulário sem algum constrangimento. Para o anarquismo, Maio de 68 talvez tenha provado que tradição não é sinônimo de conservadorismo. Para os que na F.A estiveram nas barricadas, ficou claro a importância da tradição – ou, se quisermos organização – como aporte para o novo.
Sem isso, talvez o que aconteceu em Paris não passasse de lembrança. Assim, como testemunho da determinação de quem viveu aquele momento, Maio de 68, 40 anos depois, pode ser incorporado a tradição revolucionária e entregue com dignidade ao presente para se desejar ardentemente o futuro. (Alexandre Samis)
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96 páginas * 12,5x19,5cm
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BAKUNIN, FUNDADOR DO SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO
Gaston Leval
R$ 20,00
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O livro trata de passar uma visão da militância e da teoria presentes em Bakunin, ao pensar a sua relação, e do movimento social de sua época, com a posterior criação do sindicalismo revolucionário. Gaston Leval faz uma relação entre o anarquismo e o sindicalismo, começando a refletir sobre a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) como um período do “pré-sindicalismo revolucionário”, passando pela criação da Fraternidade Internacional e depois da Aliança da Democracia Socialista, grupos fundados pelo próprio Bakunin.
Nele, as discussões sobre a Primeira Internacional (AIT), um dos acontecimentos sociais mais interessantes do século XIX, também são aprofundadas. A continuidade do anarquismo, que acontece após a expulsão dos federalistas pelos centralistas marxistas no Congresso de Haia de 1872, se dá em meio ao Congresso de Saint-Imier e à Federação Jurassiana que se constitui naquele momento. Leval faz uma relação deste período do anarquismo com uma fase um pouco posterior, da Carta de Amiens de 1906, e os conceitos de greve geral então desenvolvidos. Por meio desta análise, Leval demonstrará que todo o período de sindicalismo revolucionário, constituído a partir da fundação da CGT francesa em 1895, será inspirado em Bakunin e na sua atuação desde a Primeira Internacional.
Fechando o livro, há um artigo de Bakunin que comprova a tese de Leval. Em “A Dupla Greve de Genebra”, de 1869, Bakunin desenvolve os conceitos que seriam reivindicados posteriormente por todo o sindicalismo revolucionário.
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20 páginas * 14x21cm
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O SISTEMA CAPITALISTA
Mikhail Bakunin
R$ 5,00
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Este texto de Bakunin é uma crítica clássica ao sistema capitalista. Excerto do clássico O Império Knuto-Germânico e a Revolução Social, incluído em The Complete Works of Michael Bakunin [As Obras Completas de Mikhail Bakunin] com o título de “Fragment” [“Fragmento”], O Sistema Capitalista traz um pouco mais deste, que foi um dos maiores anarquistas da história.
Sabemos que Bakunin, muito mais do que criticar o capitalismo, focou-se nas polêmicas em torno do Estado. Ao passo que a crítica do sistema capitalista era um consenso entre os socialistas da época, a polêmica girava em torno da questão do Estado. Por isso, o Bakunin que conhecemos, é muito mais um crítico do Estado, e radical defensor do federalismo, do que um crítico do sistema capitalista. Bakunin, em Estatismo e Anarquia, por exemplo, não deixa pedra sobre pedra em sua crítica ao sistema estatista proposto por Marx no âmbito da AIT.
Neste livreto, que agora publicamos, conheceremos um Bakunin muito inspirado nas críticas de Proudhon à propriedade privada e com uma visão anticapitalista muito combativa, propiciando um pouco mais de conhecimento acerca de suas opiniões de economia política clássica. O Sistema Capitalista é um ótimo texto para formação política: como qualquer clássico, já não dá conta completamente do mundo de hoje, mas é fundamental para ser estudado e para entendermos as grandes críticas feitas pelos socialistas do século XIX ao sistema capitalista, que pode ter mudado significativamente, mas que continua sendo o “carro-chefe” do presente sistema de exclusão e opressão.
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176 páginas * 14x21cm
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A REVOLUÇÃO RUSSA
Maurício Tragtenberg
R$ 22,00
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Como podem ser revolucionários e operários os partidos que, em nome da classe trabalhadora, colocam nas mãos do Estado as empresas industriais e as explorações agrícolas, dirigidas por diretores nomeados pelo Estado, de cima para baixo, e que estabelecem, em nome da “emulação”, tarifas diferenciais de salários entre operários e entre estes e os técnicos, ampliando assim a diferenciação social?
Por que esse oferecimento [trabalho comunitário, num plano de igualdade radical no que diz respeito aos direitos de participação e decisão] é recebido pelo Partido Bolchevique como uma afronta e quem o faz é tachado de contra-revolucionário?
Por que o Exército Vermelho comandado por Trotski destruiu a comuna de Kronstadt e por que as milícias makhnovistas, após derrotar os generais czaristas na Ucrânia, foram atacadas à traição e dizimadas pelo Exército Vermelho?
Como pode um Estado que se auto-intitule “operário” ou “socialista” libertar o operário e os trabalhadores em geral, se ele mesmo está fora do controle destes?
Neste livro, Maurício Tragtenberg, falecido professor autodidata e libertário, busca responder essas e outras questões que são levantadas ao fazermos uma avaliação do que foi a Revolução Russa de 1917. Para isso, ele volta a uma análise histórica da Rússia, passando pelo seu período imperial, pelo período pré-revolucionário, chegando à descrição da revolução, e tecendo comentários bastante pertinentes e estimulantes. É certamente um livro que contribui com a elucidação de uma história que ficou conhecida somente pela versão de um dos lados.
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Vídeo * 48 min.
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A TORNALLOM (DVD)
Enric Penris e Videohackers
R$ 15,00
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A TORNALLOM (mutirão, em valenciano) conta a história de resistência de uma comunidade rural nos arredores de uma grande cidade da Espanha, Valência.
Na luta contra a especulação imobiliária, que quer expulsá-los da terra cultivada há séculos por seus antepassados, os moradores de La Punta buscam a solidariedade do “movimento okupa”. Vários jovens da cidade se mudam para a comunidade e aprendem com os mais velhos como arar a terra, fazer pão em fornos artesanais, trabalhar em mutirão. Surgem os “agropunks”, que levam para La Punta as formas de luta da desobediência civil e ação direta contra a violência da polícia e das retroescavadeiras.
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112 páginas * 14x21cm
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INSTRUIR PARA REVOLTAR
Fernand Pelloutier e a Educação
Gregory Chambat
R$ 26,00
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O livro trata, a partir da perspectiva do sindicalista revolucionário Fernand Pelloutier, de uma crítica à educação inserida dentro do capitalismo, que serve de instrumento para a dominação do Estado e para a criação de um povo subserviente e ignorante. O autor coloca a mudança na educação como fator fundamental para qualquer processo de libertação social, ao caminhar em paralelo com os elementos da ação direta.
Grégory Chambat, o autor, escreve: “Pode-se sinceramente considerar, sem desnaturar o pensamento de Pelloutier, que a escola desempenha para ele o mesmo papel [que a arte]. Esses dois ‘aparelhos ideológicos de Estado’, como se diria hoje, têm em comum o fato de que eles são simultaneamente as piores cadeias para a humanidade explorada e os instrumentos que lhe permitirão forjar um outro futuro. Paradoxo no qual os militantes de hoje se encontram igualmente: difícil fazer ouvir uma voz crítica em relação às taras da escola pública e suas funções sociais (seleção, formatação etc.) enquanto inúmeros militantes estão engajados no combate (legítimo) contra a privatização e a mercantilização da escola em nome da ‘defesa’ do serviço público garantidor de uma certa ‘igualdade’. Para Pelloutier, o objetivo é claro: a educação deve pôr-se a serviço da revolução, pois sem educação do povo, nenhuma revolução autêntica será possível.”
Sumário: INTRODUÇÃO / PELLOUTIER, UM PENSAMENTO EM HERANÇA / “Instruir para revoltar” / Pelloutier na escola / Pelloutier contra a escola / A escola da Igreja / Escola pública ou escola da burguesia? / As universidades populares, “uma escola do operário”? / Uma educação socialista? / Trabalho de sala de aula / Bolsa e realização real da educação / Uma escola do sindicato / Sindicato e educação / Rumo a uma pedagogia de ação direta / O ensino mútuo na origem de uma pedagogia sindicalista? / Um trabalho de classe na aula ou a colocação em prática de uma pedagogia de ação direta / Na escola das Bolsas / Conclusão: porque Pelloutier hoje? / PELLOUTIER E A EDUCAÇÃO - ANTOLOGIA
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64 páginas * 11,5X15,5cm
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REFORMA E REVOLUÇÃO
Felipe Corrêa
R$ 7,00
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O livro discute brevemente reforma e revolução, sendo, portanto, uma aproximação das elucidações que ajudam a responder as questões oriundas desta inesgotável polêmica.
O texto volta aos debates clássicos do movimento socialista, que ocorreram no seio da II Internacional (1889-1914) e cujo protagonismo é caracterizado pela figura de Eduard Bernstein. Trata, além disso, de sindicalismo e anarquismo, tendo como referência as discussões do Congresso Anarquista de Amsterdã de 1907, entre Pierre Monatte e Errico Malatesta. Mais à frente, traça análises contemporâneas que podem ajudar no esclarecimento deste debate – geralmente tratado de maneira marginal nos grupos e movimentos de caráter apartidário, horizontal e autônomo –, mostrando possíveis saídas para as inúmeras questões levantadas.
Como o leitor poderá perceber, muito mais do que dar respostas herméticas a essas questões, o maior intento do autor é o de fornecer elementos que contribuam com o debate e a reflexão de cada um de nós no que se refere ao tema abordado, apresentando elementos teóricos que possam estimular nossas práticas cotidianas.
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72 páginas * 11,5x15,5cm
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OS ANARQUISTAS NA
REVOLUÇÃO MEXICANA
Pier Francesco Zarcone
R$ 7,00
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O livro apresentado um ótimo relato da Revolução Mexicana, além de uma análise pré e pós 1910 que dão uma idéia de todo no processo. Passa por uma síntese da história moderna mexicana, trata das origens do anarquismo Mexicano, do papel fundamental desenvolvido por Ricardo Flores Magón e do periódico Regeneración.
Mais adiante, trata de analisar o processo revolucionário e a interação dos anarquistas com outras importantes figuras da Revolução como Emiliano Zapata e Pancho Villa e depois do processo de decadência da Revolução, ocorrida por alguns erros políticos por ele apontados. A pedido da Faísca o autor escreveu um apêndice com o nome de Magonismo e Zapatismo hoje. Nele, o autor traz as experiências históricas para o dia de hoje avaliando os frutos contemporâneos da Revolução Mexicana.
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128 páginas * 18x23cm
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RICARDO FLORES MAGÓN
O Apóstolo da Revolução Mexicana
Diego Abad de Santillán
R$ 25,00
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O livro é uma excelente biografia de Magón, escrita Diego Abad de Santillán (1897-1983) e que tem como objetivo recordar a história, pouco conhecida entre os brasileiros, da vida de Ricardo Flores Magón; inegável exemplo de caráter e comprometimento, indiscutível vontade e ímpeto libertários. Um homem que foi, sem dúvida alguma, o maior expoente libertário da Revolução Mexicana do início do século XX.
É por meio de sua história que nos remetemos ao México da ditadura de Porfírio Diaz, à criação do periódico Regeneración e do Partido Liberal Mexicano (PLM) – uma agremiação inspirada abertamente no anarquismo –, e a toda resistência que se seguiu à ditadura e depois ao governo “democrático” burguês de Francisco Madero. O relato da morte de Magón na prisão de Leavenworth, Kansas, traz à tona questões de extrema atualidade, como o papel do Estado na repressão dos movimentos sociais e os absurdos cometidos nas prisões, como nos recentes casos de Abu-Graib ou Guantánamo.
Ricardo Flores Magón e o movimento encabeçado por ele são mais um desses tantos exemplos da História em que movimentos sociais libertários e revolucionários, criados fora do Estado e em oposição a ele, lutam contra a opressão e por seus direitos de autonomia e liberdade. A atualidade do pensamento e da ação apresentados no livro não podem deixar de ser, ainda hoje, grande fonte de inspiração para a resistência na América Latina – certamente muito maior do que esta suposta esquerda entendida a partir do Estado. Os grupos abertamente magonistas e as alianças que se esboçam em nosso continente (como a Aliança Magonista-Zapatista do México) são alguns exemplos dos frutos colhidos por aqueles que, observando o exemplo de Magón e da Revolução Mexicana, lutam hoje e fazem concreta a esperança de um novo amanhã.
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72 páginas * 14x21cm
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A GUERRA DA TARIFA 2005
Uma Visão de Dentro do Movimento Passe Livre em Floripa
Leo Vinicius
R$ 12,00
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Milhares de pessoas saíram às ruas em junho e julho de 2004 para derrubar um aumento de 15,6% nas passagens de ônibus em Florianópolis. A explosiva revolta, que culminou em ruas, pontes e terminais fechados, e até mesmo colocou em xeque a Prefeitura na época, lançou as bases para uma nova onda de organização política na cidade. Por conseqüência de um enorme trabalho de base, fruto principalmente do Movimento Passe Livre (MPL), em 2005 a população se levantou novamente. Durante três semanas a cidade foi paralisada até que o novo reajuste, agora de 8,8%, fosse novamente suspenso. A resposta da classe dominante foi rápida: dezenas de manifestantes foram presos; três deles, militantes do MPL, respondem pela acusação de formação de quadrilha. É esta história que Leo Vinicius conta no livro A Guerra da Tarifa 2005 em que continua seu relato da revolta anterior, A Guerra da Tarifa.
Mas notaremos uma diferença entre este livro e o anterior. Se A Guerra da Tarifa é basicamente uma descrição jornalística comentada, do ponto de vista de quem observa, na nova versão vemos um Leo militante, dentro do movimento. Mais especificamente do Movimento Passe Livre, um dos grupos atuantes nas revoltas e responsável pelas lutas cotidianas relacionadas à gratuidade e democratização do transporte coletivo. Isso porque após a vitória de 2004, Leo entra para a Campanha pelo Passe Livre, acompanha e participa ativamente de sua consolidação como um movimento nacional, agora Movimento Passe Livre, e se soma à conquista da juventude de Floripa, que garante a aprovação da lei do passe livre estudantil em novembro de 2004.
Outra importante característica de A Guerra da Tarifa 2005 é a postura franca e honesta como os erros e acertos do movimento são comentados. Leo opta por não escrever de forma ufanista, mas sem ignorar o mérito do que foi conquistado. Embora o livro seja fundamental para a construção da nossa história, parece ter sido escrito mais para o futuro do que para o passado. É uma contribuição para uma compreensão mais fiel à conjuntura política da época e uma análise do que devemos fazer de agora em diante, condição básica para todos e todas interessadas na luta concreta pela melhoria das condições de vida – e com vistas a construir uma sociedade livre da opressão do capital e do Estado.
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96 páginas * 14x21cm
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O ANARQUISMO SOCIAL
Frank Mintz
R$ 20,00
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No livro, Frank Mintz – um dos maiores historiadores do mundo sobre a Revolução Espanhola e Revolução Russa, membro da CNT-PTT francesa – nos traz uma análise contemporânea do anarquismo, repassando alguns acontecimentos importantes da história do anarquismo, e traçando perspectivas contemporâneas para as atuações libertárias.
“Este título deveria ser inútil, pois os dois termos estão implicitamente ligados. É do mesmo modo equivocado porque sugere que pode existir um anarquismo não-social, fora das lutas; mas ‘está claro, por outro lado, que a etiqueta anarquismo recobre um conjunto de elementos heterogêneos e, em certos casos, incompatíveis.’ É realidade desde há um certo tempo com tendências como o anarco-capitalismo nos Estados Unidos, a frente de defesa dos animais etc., o que é desanimador.
Estando em contato com a atual situação argentina, e embalado numa pesquisa sobre Bakunin, parece-me necessário retomar brevemente a história do movimento anarquista, utilizando o termo ‘anarquismo social’, usual na Argentina. Para definir as palavras, aplico o nome ‘anarquista’ a pessoas militando em um grupo anarquista, e ‘libertário’ a pessoas simpatizantes ou próximas, mas sem atividades ligadas a um grupo. [...]
Escreve Frank Mintz: “É todo esse conjunto que é o anarquismo social. Sob diferentes aspectos, anarco-comunismo, anarco-sindicalismo, defesa da base e recusa ao capitalismo pelos I.W.W. e Kronstadt, é uma organização de todos os trabalhadores de baixo para cima que é visado, não uma academia elitista rubro-negra.”
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88 páginas * 14x21cm
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O ANARQUISMO HOJE
Um Projeto para a Revolução Social
União Regional Rhône-Alpes
R$ 20,00
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O livro é um projeto dos companheiros da União Regional Rhône-Alpes que apresenta, com alguma profundidade, a doutrina anarquista. Como qualquer projeto – e como o próprio grupo coloca no início de seu texto –, uns acharão por demais detalhado, e outros, demasiadamente superficial, estando ainda sujeito a acertos e erros. Por tocar em questões tão difíceis e polêmicas, mesmo ao universo libertário, tais como: natureza humana, dinheiro, consenso, família, violência, greve geral, revolução entre outras, o grupo traz, muito mais do que algo acabado, uma contribuição para as discussões.
Além disso, o livro contribui para mostrar à sociedade que o anarquismo – ao contrário do que dizem nossos detratores, de todas as capelas e matizes, que têm interesse em perpetuar seus controles e poderes – não está ultrapassado, e serve sim, no mínimo, como riquíssima fonte inspiradora à construção de uma nova organização societária de base igualitária e antiautoritária, passando ao largo das estruturas letais à humanidade, estruturas essas legitimadoras da exploração, esta inerente ao capitalismo e ao Estado.
No texto, os militantes franceses, ironicamente os de um país onde tantas querelas tiveram origem, apresentam-nos uma leitura objetiva para assuntos tão antigos quanto complexos relativos à Revolução Social. É justamente deles que nos chega, não apenas em argumentação clara e direta, mas como indicativo para o reinício da marcha, uma proposição que traz diluída nas questões abordadas todo um acúmulo de experiências de centenas de organizações libertárias. Em um momento, diante de um novo milênio, em que os anarquistas de todas as partes se vêem em uma outra esquina do tempo e precisam decidir, diante agora da clara insuficiência do velho bolchevismo, os rumos das novas estratégias de Revolução, iniciativas como essa nos parecem de capital importância.
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60 páginas * 14x21cm
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A RELEVÂNCIA DO ANARQUISMO PARA A SOCIEDADE MODERNA
Sam Dolgoff
R$ 10,00
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O livro deste importante militante anarquista, ex-membro do Industrial Workers of the Word (IWW) e falecido na década de 1990, trata sobre a necessidade das sociedades altamente complexas e industrializadas serem o palco exato para a aplicação do anarquismo. Contestando as teorias de autores como George Woodcock que consideram o anarquismo como uma teoria ultrapassada, Dolgoff mostra como a indústria poderia ser mais bem organizada sob os princípios anarquistas, discute a autogestão, a relação dos anarquistas com os movimentos sociais e o papel da tecnologia dentro do anarquismo. O livro aborda as teorias libertárias a partir de um ponto de vista contemporâneo, atualizando as concepções clássicas dos conhecidos anarquistas.
Jeff Shantz enfatiza: “Dolgoff, [neste livro], enfatiza a importância do anarquismo construtivo, rico em idéias positivas e práticas ao invés dos atos instintivos e das posturas negativas ou reativas. Entretanto, a anarquia construtiva não conta com planos pré-concebidos ou com previsões ‘científicas’. A base para o anarquismo construtivo já está disponível nas presentes relações sociais existentes, mesmo que estas relações estejam dominadas e escurecidas pela sociedade autoritária que está em sua volta.”
Em um trecho do próprio autor, podemos aprofundar um pouco o tema tratado no livro:
"A crescente complexidade da sociedade faz o anarquismo mais e não menos relevante para a vida moderna. É precisamente essa complexidade e diversidade, e acima de tudo sua preocupação central pela liberdade e pelos valores humanos, que levaram os pensadores anarquistas a fundamentar suas idéias nos princípios da difusão do poder, autogestão e federalismo. O grande atributo da sociedade livre é que ela é auto-regulada e 'traz dentro de si as sementes de sua própria regeneração'. (Martin Buber) As associações autogovernadas serão flexíveis o suficiente para ajustarem suas diferenças, corrigirem-se e aprenderem com seus erros, experimentar novas e criativas formas de vida social e, por meio disso, chegar a uma harmonia verdadeira em um plano humanístico mais alto. Erros e conflitos restritos à alçada limitada de grupos com objetivos especiais podem causar danos limitados. Porém, as decisões criminais e os erros realizados pelo Estado e outras organizações centralizadas de forma autocrática, que afetam nações inteiras, e até mesmo o mundo todo, podem ter as conseqüências mais desastrosas."
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20 páginas * 14x21cm
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A IDEOLOGIA DO ANARQUISMO
Rudolf Rocker
R$ 5,00
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"O texto que ora se publica, A Ideologia do Anarquismo, primeira parte do famoso ensaio de Rudolf Rocker, Anarquismo e Anarco-Sindicalismo, deve ser encarado sob um duplo aspecto. Trata-se de um documento sobre o qual deve-se manter o difícil equilíbrio que consiste em, ao mesmo tempo, resgatar a tradição à qual pertence e manter sobre ela a distância crítica permitida pelos desenvolvimentos históricos (da história social e intelectual) posteriores. As circunstâncias históricas de sua primeira redação (1938), que impediram que Emma Goldman realizasse a tarefa, entregando-a a Rocker, apontam já uma experiência histórica que a historiografia dominante insiste em ocultar e à qual esse texto está de muitas formas vinculado. A revolução espanhola de 1936 e todos os seus desdobramentos na torrente confusa da guerra civil, tem sido alvo de um desprezo quase sistemático que deve ser revisto se se quer salvar o socialismo da embaraçosa confusão da qual foi vítima, principalmente após a Segunda Guerra, quando foi identificado com os regimes burocrático-autoritários do 'socialismo real'."
João Doe
"Em outras palavras, o socialismo será livre ou simplesmente não o será. É no reconhecimento deste fato que está a genuína e profunda justificativa do anarquismo. [...] A liberdade é a verdadeira essência da vida, a força propulsora de todo desenvolvimento intelectual e social, a criadora de toda perspectiva para a humanidade futura. A liberação do homem da exploração econômica e da opressão intelectual, social e política, que encontra sua maior expressão na filosofia do anarquismo, é o primeiro pré-requisito para a evolução de uma cultura social superior e de uma nova humanidade."
Rudolf Rocker
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68 páginas * 14x21cm
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A GUERRA DA TARIFA
Leo Vinicius
R$ 12,00
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Pegando carona nos recentes acontecimentos que envolveram a questão do transporte nos últimos meses em alguns locais do país, achamos por bem publicar um relato libertário sobre esses acontecimentos. Escolhemos, para isso, o texto A Guerra da Tarifa, de Leo Vinicius, que conta a história das manifestações contra o aumento do preço dos transportes públicos em Florianópolis, e da reivindicação pelo passe livre para os estudantes. O sucesso do movimento, que foi relatado no livro, inspira hoje outras movimentações semelhantes em todo o país. Seu caráter libertário mostra a toda a sociedade que existem práticas políticas muito mais interessantes que o jogo corrupto e burocrático exercido pelos partidos políticos. A publicação desse texto busca, entre outras coisas, dar um novo fôlego aos movimentos de ação direta, e inspirar as práticas libertárias de reivindicação, para que se espalhem ainda mais pelo Brasil e pelo mundo!
O próprio autor fala sobre o texto: “A Guerra da Tarifa é um relato feito no calor dos acontecimentos; logo após a vitória de um movimento/revolta popular que fez retroceder um aumento de tarifas de ônibus em Florianópolis, no ano de 2004. Trata-se de algumas memórias de um anarquista, sobre as duas semanas de sua vida. Não foi uma revolução, evidentemente [...], mas não esteve longe de ser uma insurreição. E era difícil prever o que poderia ocorrer naquela quinta-feira, 8 de julho, caso, pouco antes da meia-noite de quarta-feira, através do Poder Judiciário, a classe dirigente não houvesse revogado o aumento das tarifas. O ultimato dado pelo movimento, a convocação de megamanifestações e a desobediência civil generalizada, deixaram a cidade em verdadeiro clima pré-insurrecional. Havia planos de ocupar/tomar pontos simbólicos de poder, como a Prefeitura, a Assembléia, etc.. Enfim, se a massa resolvesse tomar esses lugares e se achar no direito e no dever de se autogovernar, a situação poderia sair completamente do controle das autoridades constituídas (e destituídas!), ou pelo menos ser criado um abalo político sem precedentes na cidade. E a classe dirigente sabia bem desse risco e dessas intenções, deixadas vazar propositalmente como parte de uma guerra psicológica. Mais uma vez, e como sempre, é a perspectiva revolucionária que arranca as reformas e reivindicações pontuais. É preciso almejar e planejar a revolução mesmo para conseguir melhorias neste sistema.”
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124 páginas * 14x21cm
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AUTOGESTÃO HOJE
Teorias e Práticas Contemporâneas
Michael Albert * Noam Chomsky * Pablo Ortellado * Murray Bookchin * Abraham Guillén
ESGOTADO
(2ª edição no prelo)
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Este livro pretende discutir a autogestão tanto em seus aspectos teóricos quanto práticos. Os textos escolhidos contribuem para conceituar o que se entende por autogestão e também para enriquecer o debate sobre o assunto. A autogestão é possível dentro do sistema capitalista? A autogestão restringe-se apenas ao âmbito econômico? As cooperativas são um modelo de autogestão? Socialismo é sinônimo de autogestão? Afinal de contas, o que é autogestão? Os textos dessa coletânea têm por objetivo esclarecer essas e outras questões, além de suscitar novas.
"Sem participação dos trabalhadores na gestão de suas empresas, sem intervenção dos consumidores nos mercados, sem que a auto-administração una-se à cooperação e à autogestão, sem que os produtores diretos tenham direito de dispor do lucro de suas empresas, não pode haver socialismo, mas outra forma de capitalismo, porém com menos acesso à divisão da mais-valia que sob o capitalismo, o qual dá aos trabalhadores o direito de greve e a liberdade sindical, coisa que lhes foi negada nos paises de socialismo de Estado (...). A autogestão econômica, política e social, os autogovernos locais, regionais, integrados em uma Federação superior, as coletividades na agricultura, a pequena e média empresa, as organizações de consumidores; constituiriam uma alternativa de modelo de desenvolvimento econômico, tecnológico, cultural e social, superior ao capitalismo monopolista (...) e ao capitalismo de Estado (...). Uma proposta de mudança (autogestionária, comunitária, cooperativa) é, sem dúvida, a criação de uma sociedade comunitária, onde prevaleça a liberdade, a igualdade, a dignidade humana, o direito de o homem decidir tudo: em sua empresa, em sua localidade, em sua região, em seu país, em uma sociedade auto-organizada e não programada por tecnocratas, burgueses ou burocratas (...)."
Abraham Guillén
*Buscando a Autogestão
Michael Albert
*Autogestão Industrial
Noam Chomsky
*A Autogestão do Capital
Pablo Ortellado
*Autogestão e Tecnologias Alternativas
Murray Bookchin
*Socialismo Libertário
Abraham Guillén
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240 páginas * 14x21cm
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NOTAS SOBRE O ANARQUISMO
Noam Chomsky
R$ 35,00
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Apresentamos agora ao leitor um outro Chomsky. Diferente do professor de Lingüística do MIT e diferente do crítico radical das políticas externas dos EUA. O Chomsky aqui apresentado é o socialista libertário que pensa como transformar as realidades do capitalismo a partir de uma perspectiva anarquista.
Em dois artigos e oito entrevistas, Chomsky critica autoridade e poder ilegítimos, e fala sobre marxismo, identificando- se com os marxistas heterodoxos e tecendo duras críticas ao bolchevismo. Ao mesmo tempo, invoca os anarquistas clássicos em sua crítica ao socialismo de Estado e à burocracia que surge a partir dele. Discute os freqüentes antagonismos entre os projetos políticos futuros e as situações reais do dia-a-dia. Fala sobre democracia, fazendo suas as críticas à democracia representativa, há muito conhecidas pelos anarquistas. Defende como forma ideal de uma sociedade futura, aquela que permite às pessoas decidirem sobre o que as afeta: uma sociedade autogerida. Uma sociedade em que a liberdade seja sua principal característica.
"O problema de 'libertar o homem da desgraça da exploração econômica e da escravização social e política' permanece o problema do nosso tempo. Enquanto isso durar, as doutrinas e as práticas revolucionárias do socialismo libertário servirão como inspiração e guia."
"Eu me encantei pelo anarquismo ainda bastante jovem, assim que eu comecei a pensar no mundo para além de uma perspectiva bastante limitada, e não vi muitos motivos para mudar aquelas precoces atitudes desde então. Eu creio que o anarquismo só tem sentido ao procurar e identificar estruturas de autoridade, hierarquia, e a dominação em todos os aspectos da vida, e desafiá-las; e a não ser que sejam justificadas, serão ilegítimas, e deverão ser desmanteladas, para estender o alcance da liberdade humana."
"A Guerra Civil Espanhola talvez seja o caso mais importante [dos movimentos que deram vida ao anarquismo], ainda que devamos lembrar que a revolução anarquista que conquistou boa parte da Espanha em 1936 tomando várias formas, não foi um levante espontâneo, mas foi preparada através de muitas décadas de educação, organização, esforço, derrota e algumas vezes vitórias. Isso foi muito significante. O suficiente para despertar a ira de todos os maiores sistemas de poder: stalinismo, fascismo, liberalismo ocidental, a maioria das correntes intelectuais e suas instituições doutrinárias - todos combinados para condenar e destruir a revolução anarquista, assim como fizeram; um sinal de sua importância, na minha opinião." (Noam Chomsky)
1. Notas sobre Anarquismo (prefácio do livro Anarquismo de Daniel Guérin)
2. A Relevância do Anarco-Sindicalismo (entrevista para Peter Jay)
3. Anarquismo, Marxismo e Expectativas para o Futuro (entrevista para a revista Red and Black Revolution)
4. Metas e Projetos (capítulo do livro Powers and Prospects)
5. Anarquismo, Intelectuais e Estado (entrevista dada aos estudantes de História da USP quase 10 anos atrás)
6. Noam Chomsky sobre Anarquismo (entrevista para Tom Lane)
Reforma e Revolução (entrevista para a Anarcho-Syndicalist Review)
7. Algumas Questões sobre Anarquismo (entrevista feita pelo fórum da Zmag)
8. Anarquismo e Poder (entrevista para Harry Kreisler)
Dilemas do Socialismo Libertário (entrevista feita pelos editores desse livro)
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64 páginas * 11,5x15,5cm
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RUMO A UM NOVO ANARQUISMO
Andrej Grubacic
R$ 7,00
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Andrej Grubacic inicia seu artigo questionando os rótulos, ou os “ismos”, como ele mesmo se refere. Defende uma forma de anarquismo que não seja abarcada por uma teoria fechada e geral e diz acreditar que a história do movimento anarquista pode dividir-se em cinco fases. A primeira delas estaria dentro da segunda metade do século XIX e presente no agrupamento bakuninista dentro da Primeira Internacional. A segunda fase iria dos fins do século XIX até a Revolução Russa de 1917; a terceira, dos anos 1920 até 1940, tendo dentro de si a importante Revolução Espanhola. A quarta geração, para o autor, estaria presente, de maneira dispersa, nos movimentos dos anos 1960 e 1970 como feminismo, situacionismo, black-power, etc. e também nos grupos anarquistas organizados que, do seu ponto de vista, eram bastante sectários. A quinta geração, contemporânea, estaria dividida em duas: a primeira, com as federações anarquistas e sindicatos anarco-sindicalistas como o IWW, e a segunda, dentro do movimento de resistência global, que, apesar de muitas vezes contar com militantes que não se intitulam anarquistas, estes trabalham sob os mesmos princípios e devem ser considerados como tais. Um texto introdutório ao pensamento anarquista e bastante interessante.
Grubacic afirma: “Eu estou disposto a concordar com aqueles que vêem o anarquismo como uma corrente na história do pensamento e prática humanos, uma corrente que não pode ser abarcada por uma teoria geral de ideologia, e que tenta identificar estruturas sociais hierárquicas autoritárias e coercivas, colocando em questão sua legitimidade: se elas não puderem responder a esse desafio, o que mais freqüentemente acontece, então o anarquismo torna-se o esforço para limitar seus poderes e ampliar o escopo da liberdade." E ainda:
"Esse modelo [de anarquismo] empenha-se em reconhecer a 'totalidade da dominação', que é, 'realçar não só o Estado, mas também as relações de gênero; não só a economia, mas também as relações culturais, a ecologia, a sexualidade e a liberdade em todas as formas em que ela puder ser buscada' (...)"
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