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Assim que chegou a Florianópolis, o jornalista e amigo Rony Martínez, presenteou-me com dois livros escritos por Jorge Luis Oviedo, hondurenho como ele. Um desses livros fora lhe autografado pelo autor, portanto, um objeto importante para o colega de Rádio Globo Honduras que preferiu ficar sem ele para que tivéssemos acesso a essa informação: Ascenso e Queda das Forças Armadas, editado em outubro de 2009, ou seja, em pleno Golpe de Estado, oligárquico-militar-ianque.
O livro de Oviedo testemunha enfaticamente detalhes que têm sido iguais às forças armadas da América Latina, em particular entre os 70 e 80. Descreve um vício histórico das oligarquias “latino-americanas” pro imperialistas e euro-centristas: constituir ou servir-se da constituição de um partido político armado, além dos seus partidos tradicionais de aparência oposta, porém, co-existentes durante décadas e mais décadas, um como justificativa do outro, e os dois, como viabilidade dos mesmos interesses. O bi-partidismo na América Latina está se esfarrapando, mas, continua sendo o modelo imperialista ideal para a falsa democracia na região. Hoje é mais difuso, e outros mecanismos como ONG’s e organismos de cooperação multilateral criados pela doutrina ianque se capacitam para substituir esses dois partidos de cada país, corruptos e decadentes, no imaginário das gentes. Esses mecanismos são eufemisticamente chamados de terceiro setor: o partido empresarial das oligarquias e das transnacionais. Novo vício das oligarquias apátridas, os ONGismos para-institucionais e paramilitares.
Desde que nasceu o primeiro governo próprio das nossas terras as oligarquias foram reciclando suas caretas e suas técnicas de exploração e genocídio. O jornal virtual El Libertador de Honduras, apresenta no seu sítio o perfil das 10 famílias hondurenhas viciadas no poder e na corrupção política e administrativa http://ellibertador.hn/Nacional/3135.html. Os oligarcas viciados em poder produziram este golpe que agora está disfarçado de democracia a partir de uma eleição fraudulenta, que colocou o fazendeiro Porfírio Lobo Sosa à frente de uma segunda etapa de assassinatos do Estado Oligárquico, cometidos através de sicários, mais cruel e seletiva que a de Micheletti. Para isso conta com a ajuda tenebrosa de outras oligarquias como a colombiana no poder e a da Venezuela na cruel oposição a Chávez e o povo caribenho.
O vício da oligarquia hondurenha se refestela de crueldade desde o mesmíssimo instante em que os conquistadores espanhóis entenderam que estavam em terras que pariam filhos dignos e capazes de enfrentar os impérios. Em Honduras, como descreve Oviedo, desde a traição a Cristóbal de Olid, traidor colonialista que foi traído pelos seus grupos de classe, até o Golpe a Manuel Zelaya, a oligarquia pró-espanhola, primeiro y pró-ianque depois, não tem dissimulado sua repugnância pela própria democracia deles, a representativa, quando esta, mesmo com seus infranqueáveis limites, lhe resulta contestaria em algum aspecto dos seus desejos. O ser humano não vale nada para a oligarquia forjada na exploração humana das riquezas que, roubadas dos povos originários, vieram se transformar em sua única razão de existir e fim de toda e qualquer ação destas pouco mais de 10 famílias que assolam o povo hondurenho. Primeiro ergueram suas riquezas sentadas em cima dos minérios, aí foi a Espanha quem se fartou às custas da morte dos indígenas e os novos pobres do mundo. Depois foram os ianques com suas bananeiras e suas fábricas administradas à vontade por uma oligarquia viciada em mesquinharia, assassinato e ilegalidade.
Esta oligarquia hondurenha, tão ilegítima e sem identidade nacional como qualquer outra, também é viciada em viagens ao Império, a Espanha, a Paris; é uma oligarquia que veste, fala e atua com a impunidade de quem não tem fronteiras. Gosta de desfilar em passarela alheia e, tal qual num circo lhe é permitido às vezes. Por isso o empresário do transporte, Roberto Micheletti, empregado dos grandes golpistas foi condecorado por grupos da direita mais reacionária internacional por ter cumprido seu papel na ópera do golpe, mas, não pode receber a medalha. A direita anti-sandinista quis lhe outorgar a homenagem pelos seus serviços, porém, a migração da Nicarágua proibiu seu ingresso à terra de Sandino e o Partido Liberal Constitucional da Nicarágua teve que suspender a comédia. Micheletti, por enquanto, teve que se conformar com o “nobre título” de senador vitalício em picadeiro próprio. Os autores deste golpe contemporâneo em Honduras têm como líder o ex-presidente hondurenho Carlos Facussé, e os destacados magnatas Juan Canahuati, Rafael Ferrari e outros personagens entre cômicos e trágicos que você pode conhecer no link citado em parágrafo anterior. O guru desta caterva é o Miguel Facussé, que recebeu a medalha da Ordem Mérito à Democracia do senado ... colombiano.
Outras contradições imperialistas lhes produzem alguns desconfortos na hora de exercer os vícios de passear, aparecer, luzir seu fashion-society de gorilas perfumados. Esse desprazer sentiu a ex-ministra golpista Gabriela Nuñez que não pôde entrar na Espanha, em mais um papelão, por ser tão grosseira no seu estrondoso comportamento de funcionária impune. Espanha, a mãe prostituta desta América Nossa, sabe se precaver, lá é um caldo de cultura do mais rançoso e conservador neliberalismo, mas, palhaçadas não. Um oligarca tem que saber manejar seus vícios, uma coisa é que um rei alcoólatra assassine inocentes ursos bêbados, outra que uma simples cortesã do império, torne óbvio o verdadeiro poder, que não está na oligarquia viciosa de Honduras e sim no projeto de dominação imperialista e capitalista que vê no Povo Hondurenho um resistente batalhão de homens, mulheres, trabalhadores e indígenas, capaz de fazer naufragar seus renovados planos de dominação na atual estratégia de contra-ofensiva do capital. Quem sabe os vícios de Facussé, Canahuati, Ferrari, Atala, Flores e a estrondosa Nuñez, não emulem os de Sánchez de Lozada, Carmona Estanga, Posada Carriles e tantos outros elegidos do anti-castrismo miamero, que não viajam muito para não passar vergonha.
Honduras: Vicios Sencillos de la Oligarquía
Por Raúl Fitipaldi.
Ni bien llegó a Florianópolis, el periodista y amigo Rony Martínez, me regaló dos libros escritos por Jorge Luis Oviedo, hondureño como él. Uno de esos libros le fue autografiado por el autor, por lo tanto, un objeto importante para el colega de Radio Globo Honduras que prefirió quedarse sin él para que tuviésemos acceso a esa información: Ascenso y Caída de las Fuerzas Armadas, editado en octubre de 2009, o sea, en pleno Golpe de Estado, oligárquico-militar-yanqui.
El libro de Oviedo testimonia enfáticamente detalles que han sido iguales en las fuerzas armadas de América Latina, en particular entre los 70 y 80. Se describe un vicio histórico de las oligarquías “latinoamericanas” pro imperialistas y eurocentristas: constituir o servirse de la constitución de un partido político armado, además de los partidos tradicionales de apariencia opuesta, sin embargo, coexistentes durante décadas y más décadas, uno como justificativa del otro, y los dos, como viabilidad de los mismos intereses. El bipartidismo en América Latina se está deshilachando, pero, continúa siendo el modelo imperialista ideal para la falsa democracia en la región. Hoy es más difuso, y otros mecanismos como ONG’s y organismos de cooperación multilateral creados por la doctrina yanqui se capacitan para sustituir esos dos partidos en cada país, corruptos y decadentes, en el imaginario de las personas. Esos mecanismos son eufemísticamente llamados de tercer sector: el partido empresarial de las renovadas oligarquías y de las transnacionales. Nuevo vicio de las oligarquías apátridas, los ONGuismos parainstitucionales y paramilitares.
Desde que surgió el primer gobierno oriundo de nuestras tierras las oligarquías fueron reciclando sus caretas y sus técnicas de explotación y genocidio. El diario virtual El Libertador de Honduras, presenta en su sitio el perfil de las 10 familias hondureñas viciadas en el poder y en la corrupción política y administrativa http://ellibertador.hn/Nacional/3135.html. Los oligarcas viciados con el poder produjeron este golpe que ahora está disfrazado de democracia a partir de una elección fraudulenta, que colocó a Porfirio Lobo Sosa al frente de una segunda etapa de asesinatos del Estado Oligárquico, cometidos a través de sicarios, más cruel y selectiva que la de Micheletti. Para eso cuenta con la ayuda tenebrosa de otras oligarquías como la colombiana en el poder y la de Venezuela en la cruel oposición a Chávez y al pueblo caribeño.
El vicio de la oligarquía hondureña se regodea de crueldad desde el mismísimo instante en que los conquistadores españoles entendieron que estaban en tierras que parían hijos dignos y capaces de enfrentar los imperios. En Honduras, como describe Oviedo, desde la traición a Cristóbal de Olid, traidor colonialista que fue traicionado por sus grupos de clase, hasta el Golpe a Manuel Zelaya, la oligarquía pro española primero, y pro yanqui después, no ha disimulado su repugnancia por la propia democracia de ellos, la representativa, cuando ésta, aún con sus infranqueables límites, le resulta contestadora en algún aspecto de sus deseos. El ser humano no vale nada para la oligarquía forjada en la explotación humana de las riquezas que, robadas a los pueblos originarios, vinieron a transformase en su única razón de existir y en fin de toda y cualquier acción de estas poco más de 10 familias que asolan al pueblo hondureño. Primero irguieron sus riquezas sentadas encima de los minerales, ahí fue España quien se hartó a costas de la muerte de los indígenas y los nuevos pobres del mundo. Después fueron los yanquis con sus bananeras y sus maquilas administradas como se le dé la gana por una oligarquía viciada en mezquindad, asesinato e ilegalidad.
Esta oligarquía hondureña, tan ilegítima y sin identidad nacional como cualquier otra, también está viciada en viajes al Imperio, a España, a París; es una oligarquía que viste, habla y actúa con la impunidad de quien no tiene fronteras. Le gusta desfilar en pasarela ajena y, tal cual en un circo, a veces se le permite. Por eso el empresario de transporte, Roberto Micheletti, empleado de los grandes golpistas, fue condecorado por grupos de la derecha más reaccionaria internacional por haber cumplido su breve papel en la ópera del golpe, pero no pudo recibir su medalla. La derecha antisandinista quiso otorgarle un homenaje por sus servicios, sin embargo, la migración de Nicaragua prohibió su ingreso a la tierra de Sandino y el Partido Liberal Constitucional de Nicaragua tuvo que suspender la comedia. Micheletti, mientras tanto, tuvo que conformarse con el “noble título” de senador vitalicio en picadero propio. Los autores de este golpe contemporáneo en Honduras tienen como líder al ex presidente hondureño Carlos Facussé, y a los destacados magnates Juan Canahuati, Rafael Ferrari y otros personajes, entre cómicos y trágicos, que usted puede conocer en el link citado en párrafo anterior. El gurú de esta caterva es Miguel Facussé, que recibió la medalla del Orden al Mérito a la Democracia del “senado … colombiano”.
Otras contradicciones imperialistas les producen situaciones desagradables a la hora de ejercer los vicios de pasear, aparecer, lucir su fashion-society de gorilas perfumados. Ese desplacer sintió la ex ministra golpista Gabriela Nuñez que no pudo entrar en España, en un nuevo papelón, por ser tan grosera en su estruendoso comportamiento de funcionaria impune. España, la madre prostituta de esta América Nuestra, sabe precaverse, allá es un caldo de cultivo del más rancio y conservador neoliberalismo, pero, ¡payasadas no! Un oligarca tiene que saber manejar sus vicios, una cosa es que un rey alcohólico asesine inocentes osos borrachos, otra que un simple cortesana del Imperio, torne obvio el verdadero poder, que no está en la oligarquía viciosa de Honduras y sí en el proyecto de dominación imperialista y capitalista que ve en el Pueblo/Pueblo Hondureño un resistente batallón de hombres, mujeres, trabajadores, indígenas, capaz de hacer naufragar sus renovados planes de dominación en la actual estrategia de contraofensiva del capital. Quien sabe los vicios de Facussé, Canahuati, Ferrari, Atala, Flores y la estruendosa Nuñez, no emulen los de Sánchez de Lozada, Carmona Estanga, Posada Carriles y tantos otros elegidos del anticastrismo maiamero, que no viajan mucho para no pasar vergüenza.
Foto: Celso Martins
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